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A trajetória dos videoclipes até os dias atuais

A utilização de videoclipes como forma de divulgação de bandas e projetos musicais é algo recorrente no mercado, desde da época dos Beatles. E não à toa, afinal quando a música é acompanhada da imagem,  tem-se outra experiência. Contudo, vemos hoje uma mudança no formato que os compõe. Se antes a banda assumia o papel de protagonista nos videos, agora majoritariamente ela assume um papel secundário. Além de apenas apresentar o artista e criar sintonia entre a música e a imagem, há uma preocupação maior em contar histórias que atraiam o público. Quer ver?



O vídeo da música “A Hard Day’s Night”, dos Beatles, gravado em 1964, registra um show realizado pela banda. Podemos observar que o grupo é a parte central do conteúdo exibido. Dessa forma, não há o envolvimento de outros personagens ou a presença de uma narrativa que fuja da temática do show.


Os Beatles são considerados pioneiros na realização de videoclipes, demonstrando um grande potencial em juntar audiovisual e entretenimento. Nessa época, os videoclipes eram mais simples e não costumavam envolver superproduções, diferente dos dias de hoje.


Nesse vídeo, por mais que a cantora apareça na tela, existe a construção de uma história que traz um contexto narrativo e utiliza o artista como personagem. Dessa forma, o essencial no clipe não é o cantor, mas todos os elementos que constroem o vídeo. Isto é a mise-en-scene – a locação, os personagens envolvidos, os objetos, a iluminação etc.



Dica: mise-en-scene é um termo comum no universo audiovisual que diz respeito a tudo o que aparece dentro do enquadramento, incluindo desde dos personagens a iluminação e objetos de cena!


Mas, por que ocorreu transformação?

Apenas em primeiro de agosto de 1981, com o chegada da Music Television (MTV), os clipes musicais ganharam força de fato. Esse advento marcou a era de ouro da música e de sua narrativa, responsáveis por incentivar a produção de videos icônicos como “Thriller”, do cantor Michael Jackson, ou “Like a Virgin”, da Madonna.


A partir da consolidação da internet nos anos 2000 e da globalização, o meio musical deveria, novamente, adaptar-se a uma nova era. A música não sumiu do rádio nem da TV, porém ela tinha que atrair a atenção dos jovens de novas formas. era necessário reconstruir-se para conquistar um público que poderia, não só mudar de canal com o apertar de um botão, como, agora, mudar de página na web com um clique.


Com o crescimento da produção de conteúdo, derivado do desenvolvimento da internet, manter o foco dos receptores se tornou um desafio. Esse cenário só piorou com a chegada dos sistemas de compartilhamento de vídeo, como o Youtube, que impactaram diretamente a produção de conteúdo. Por ser um acervo de vídeos em massa, era necessário se reinventar para conseguir destaque em meio aos demais .Dessa forma, houve uma transformação na forma de se consumir música. Agora, os clipes têm o desafio, não só, de chamar a atenção do público, criar empatia, mas também gerar fascínio pelo que está sendo assistido.


Como prender a atenção do público?

Em muitos casos, são utilizados diversos elementos da linguagem cinematográfica, que não eram antes encontrados em clipes musicais, como diálogos, pausas, encenações e movimentos de câmera.



O videoclipe do Rubel, por exemplo, faz uso de planos sequência, através de um roteiro bem trabalhado, capaz de gerar empatia do público pelos personagens e uma iluminação que transmite a essência do ambiente escolar. Os elementos cinematográficos ajudam a trazer reflexões e uma visão crítica a respeito da escola no vídeo. Dessa forma, o clipe não é algo meramente expositivo, mas uma narrativa repleta de camadas e significados.


Recurso cinematográficos também são utilizados em videoclipes através de visual albums. Esta tendência vem sido adotada por músicos que buscam interconectar seus videoclipes, oriundos de um álbum musical. Seja pela utilização do mesmo personagem, ou mesma trama, ou ainda recursos estéticos coerentes. Dá uma olhada nesse exemplo:



“Interstella 5555” é um visual álbum da banda Daft Punk derivada de seu segundo álbum “Discovery”. Nele é apresentado um longa animado dividido em clipes que juntos formam um filme. No caso, o final de um vídeo e o começo do seguinte. Logo, a narrativa se mantém devido a esse gancho de continuidade.


É necessário lembrar que vivemos em um meio no qual qualquer pessoa pode divulgar seu trabalho, tornando o mundo da música e, consequentemente, dos videoclipes, extremamente dinâmico e em constante transformação.


Dessa forma os videoclipes, assim como toda a área de audiovisual, estão sempre em constante mudança. Novas tecnologias e tendências estão se formando no mercado a todo o momento. Nossa equipe de audiovisual está sempre antenado para as novas tendências da área. Clique aqui e veja os projetos que já realizamos!




– Felipe Corrêa