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Como funciona a consultoria em viabilidade financeira?

A decisão de investir parte do seu patrimônio num empreendimento novo não deve ser nada fácil, uma vez que existe um oceano de eventos que podem surgir e frustrar as expectativas e ideias criadas. É nesse momento, procurando diminuir ao máximo os riscos a serem corridos, que um Estudo de Viabilidade Financeira (EVF) aparece como uma boa saída. Entender se as suas ideias e desejos são financeiramente viáveis, isto é, se haverá um rendimento e retorno satisfatórios, é fundamental antes de dar o próximo passo. Mas, afinal, como se dá o procedimento deste Estudo?

Imagine que você está pretendendo abrir uma Cafeteria no seu bairro e, em razão de inseguranças, procura ajuda em uma consultoria, que o orienta para o EVF. Apesar de cada EVF ter o seu próprio escopo, a regra geral é de que a primeira etapa consistirá numa análise mercadológica. Nessa etapa é onde são realizadas pesquisas e questionários com intuito de identificar a demanda com exatidão. As pessoas no determinado bairro consomem café? Se sim, qual tipo de café? Esses questionamentos são essenciais, visto que sem eles é impossível se aprofundar no setor do negócio, de modo a analisar a sensibilidade dele às variáveis do mercado, e conhecer as necessidades reais do público-alvo.

Após feita essa análise, nos direcionamos aos gastos e receitas do novo empreendimento. Em “gastos”, são mapeadas todas as despesas da Cafeteria, sendo essas os pagamentos obrigatórios como salário dos funcionários, água, aluguel, impostos, etc. Ou seja: o que ocorre aqui é o destrinchamento de todos os gastos associados às operações de bens e serviços do negócio.

Já em “receitas” é calculada a estimativa do tamanho de mercado, fazendo recortes nele de acordo com as particularidades do público-alvo, tais como gênero, idade, domicílio, interesses de consumo. Além disso, também é projetado o quanto você vai faturar de fato com a Cafeteria. Esse cálculo constrói uma base de resultados futuros que permitem projetar o fluxo de caixa do negócio ao longo dos anos. Isso é feito e analisado por meio de uma série de premissas que são fundamentadas pela a análise de mercado feita na primeira etapa do nosso plano.

 Diante da observação de cada caso, tem-se a “taxa de penetração”, que é indicativa quanto à participação no mercado. Será que existe outra Cafeteria próxima que vai concorrer com o seu negócio? Por que as pessoas vão escolher a sua Cafeteria e não uma outra? Aqui tem-se a análise de dados das concorrências visando a compreender qual é o percentual do mercado total que o seu novo empreendimento vai conseguir captar. 

Além disso, existe também a aplicação do “ticket médio”, que é a projeção de quanto cada cliente vai gastar no seu negócio a cada visita, a cada mês. Ou seja: ao se aplicar a taxa de penetração à demanda inicial, que é a estimativa do tamanho do mercado, se obtém um número X de pessoas. E, ao multiplicar esse resultado adquirido pelo ticket médio, tem-se a receita do primeiro ano do negócio. 

Outra premissa a ser considerada na demanda é a “taxa de crescimento” que, por sua vez, é a projeção do crescimento da Cafeteria ao longo dos anos que se seguem. É interessante pontuar que aqui também é realizada uma análise do setor e da economia de maneira geral. O setor de Café vai crescer? E a economia brasileira como está? Ou seja, começam a ser avaliados diversos fatores que podem vir a influenciar no crescimento futuro da demanda.

 A partir dos dados coletados até esse momento são previstos cenários para o seu negócio, sendo um otimista, um pessimista e um realista. Ou seja, a taxa de crescimento, por exemplo, é traçada em seu mínimo, máximo ou em uma linha mais tangível. Ou a economia brasileira é observada crescente, decrescente ou estática. 

E é a partir do cálculo dos gastos subtraídos das receitas, que é obtida uma estimativa de lucro e também uma base de resultados futuros que permitem ter uma primeira noção se o seu negócio tem capacidade de te dar retorno financeiro.

Depois disso, tem-se o momento destinado ao investimento inicial e às análises financeiras finais. “Mas o investimento inicial também não é um gasto?” Sim, mas ele, diferentemente dos demais, acontece apenas uma vez: no início. Tal investimento é um desembolso que você faz antecipadamente para dar o pontapé inicial na sua operação, para criar a estrutura básica de todo o seu negócio. 

Esse valor, atrelado às projeções de resultados futuros que até então obtivemos, resulta nas análises financeiras. Aqui, são avaliados os indicadores de rentabilidade. A partir da análise desses verifica-se a atratividade desse investimento nos próximos 5 anos. O retorno de tal valor investido vai ocorrer? Vai ser pra menos ou mais? Às vezes vai retornar, mas em 10 anos. Será que vale a pena?

O que fica claro é que, com esse estudo, você tem uma base técnica de análises financeiras para começar do zero uma empresa, desenvolver novas ideias para ela ou até mesmo apresentá-la para potenciais investidores. Com ele também é possível chegar à conclusão de que não é financeiramente viável dar continuidade a essa vontade. Entende-se, por fim, que o EVF é fundamental, pois ele se apresenta como um excelente método de prevenção e segurança ao empreendedor na sua tomada de decisão final. 




– Carolina Peçanha

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