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Consumo Consciente empresarial: pequenas iniciativas que transformam a teoria em prática

Atualmente, o conceito de consumo é diretamente associado à economia. Consumir é visto, antes de tudo, como comprar, isto é, despender parcela econômica de capital para adquirir um bem. E isso faz girar o ciclo das atividades econômicas: quanto mais se consome, mais o dinheiro circula, e mais oportunidades de emprego surgem.


Atrelado a isso, o capital de hoje em dia também deu origem ao fetichismo da mercadoria: a realização de fetiches se tornou um fenômeno social ligado à identidade do ser humano. O capital, convertido em bens, estimula o consumo de maneiras em geral competitivas. Assim, esses itens parecem atender a essa demanda de felicidade palpável, dando a ideia de que esta pode ser comercializada. Com isso, os consumidores tendem a acreditar que têm necessidades para alcançar essa dita felicidade, desenvolvendo uma certa compulsão por compras.


Consumir, contudo, não se trata apenas disso. No contexto atual de esgotamento dos recursos naturais e ameaça das espécies, o consumidor vale (e deve) repensar a responsabilidade ambiental e social por trás de suas escolhas, para além do ato de comprar como satisfação momentânea e impulsiva.


É nesse sentido que surge o conceito de Consumo Consciente. Ele envolve a busca por produtos e serviços ecologicamente corretos, a economia de recursos, a utilização dos bens até o fim de sua vida útil e a reciclagem dos materiais. A ideia é adotada pela iniciativa da ONU dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030, que deverão orientar as políticas nacionais e as atividades de cooperação internacional por temáticas éticas e sustentáveis. Mas como se alinhar a essas novas ambições globais?


Antes de partirmos para as dicas em si, é importante ressaltar que empreendimentos têm, como referência principal, um público-alvo para o qual são pensados os seus serviços/ produtos. E independentemente de qual seja o seu, o comportamento e o interesse dos consumidores estão mudando de maneira geral. E as marcas precisam entender os novos movimentos que se anunciam se quiserem continuar a falar com o seu público de modo inovador.


Segundo os idealizadores da pesquisa Global Consumer Trends 2019, realizada em 2018, os consumidores estão reavaliando seus hábitos de consumo, abandonando o materialismo e buscando simplicidade e autenticidade. Isto é, buscam experiências para que eles possam expressar sua individualidade de forma coerente com o ambiente em que se inserem.

Pensando nisso, separamos algumas dicas de como implementar ações simples no dia a dia do seu negócio, que podem funcionar como um start para um posicionamento mais consciente na teoria e na prática.



1- Prezar pela economia no seu ambiente de trabalho


Em meio à crise ambiental em que estamos inseridos, a mudança de hábitos de maior importância é a de consumir menos e, consequentemente, de produzir menos lixo e degradação. Para isso, o primeiro passo é reavaliar a necessidade do uso dos recursos que a sua empresa utiliza hoje e também a frequência com que são utilizados. Todos os aparelhos eletrônicos do ambiente são usados diariamente? Estes estão em quantidade suficiente para a demanda sem que haja gastos excessivos? Estes são desligados quando inutilizados?


Uma opção para controlar esses dados é fazer um esquema de rodízio de uso dos materiais. Por exemplo: é melhor que um aparelho eletrônico seja utilizado por um dia inteiro do que dois aparelhos sejam usados em turnos distintos. Isso acontece porque, na maioria dos casos, o ato de ligá-los e desligá-los consome mais energia do que de utilizá-los ao longo de um tempo. Assim, estabelecer regras de turnos ou de quantidades máximas para que mais de uma pessoa possa usar um mesmo recurso, seja ele eletrônico ou não, pode ser uma solução, já que todos poderão usá-lo de maneira consciente e viável. E esse rodízio pode ser personalizado e até transformado em uma espécie de game empresarial.


Afinal, economizar é uma tarefa aparentemente simples, mas que depende da cooperação de todos para que seja uma medida realmente eficaz. E essa alternativa vem com o intuito de fazer com que todos se engajem em prol de um bem maior. Inclusive, a iniciativa de compartilhar espaços e objetos é uma tendência de mercado por ser mais econômica, eco-friendly e também por aproximar pessoas e ideias, como nas áreas de Coworking, cada vez mais presentes no mundo corporativo.



2- Pesquisar a origem antes de comprar um produto ou contratar um serviço


Ainda que saibamos que o ato mais ecológico a se fazer seja o de reduzir compras e gastos, sabemos também que o mercado está em constante renovação e que para estar a par do seu andamento, é necessário investir em alguns bens esporadicamente. Por isso, entender a procedência das peças de compra é tão relevante quanto economizá-las, já que isso mostra com que tipos de indústria o seu negócio compactua. Por isso, é importante se perguntar e pesquisar a origem tanto das escolhas de consumo já adquiridas, quanto das que ainda serão feitas.


Por exemplo: A energia utilizada no ambiente é limpa? O papel utilizado é reciclado e provém de uma área reflorestada? A coleta de lixo atende aos pré-requisitos da coleta seletiva? O quão isso pode ser danoso para o meio ambiente? E o mais importante: existe uma alternativa de menor impacto ambiental?



3- Pesquisar substituições de menor impacto e de melhor qualidade


A chave de qualquer negócio é pensar a longo prazo. Nessa perspectiva, investir em bens de melhor qualidade, ainda que mais caros a princípio, podem trazer um grande benefício em retorno: a sua vida útil, ou seja, um maior tempo de utilização, sem necessidade de troca ou descarte.


Aqui na sala da Empresa Júnior, por exemplo, nós investimos em mesas com tampos de vidro. Assim, podemos usar canetas de quadro para anotar nas suas superfícies e depois apagar, evitando o desperdício de post-its e papéis.


Outro exemplo é que nós também investimos em um servidor com uma larga base para dados e procuramos utilizar ao máximo o ambiente online em contrapartida ao offline: seja para nossa comunicação, seja para fazer as nossas entregas de projetos externos. Isso facilita o acesso e o compartilhamento dos dados dos projetos com a nossa rede de consultores e clientes, além de também evitar gastos com materiais impressos.



4- Entender novas possibilidades de descarte para os itens materiais


Ao falar em ciclo do consumo, o descarte também faz parte de sua trajetória, afinal transforma um item- até então durável- em apenas uma peça. No entanto, o movimento da reciclagem vem justamente com o potencial de também reutilizar essa peça e ressignificá-la em um novo item. Portanto, implementar coletas específicas é também colaborar para a limpeza urbana, para a redução de lixo e também para otimizar a logística de outras indústrias.


Sabemos que o modelo da Coleta Seletiva da Comlurb, para papel, plástico, vidro e metal, é o mais conhecido dentre os centros comerciais e residenciais no Brasil. No entanto, outros materiais também exigem descartes adequados e, independentemente do nicho do seu negócio, existem diversas outras cooperativas que realizam estes serviços. Um exemplo é a Zyklus, recicladora carioca que recebe e coleta lixo eletrônico e faz a valoração desses resíduos. Outro exemplo é a empresa Ciclo Orgânico, que realiza a técnica de compostagem, transformando lixo orgânico em adubo para a terra!


Pensando nisso, separamos uma lista de cooperativas responsáveis pela coleta de outras matérias não recolhidas pela Comlurb e de iniciativas de reciclagem. Esperamos que sirvam de inspiração para uma nova iniciativa na sua empresa. O planeta agradece! :)


Reciclus: reciclagem de lâmpadas

ReciclANIP: reciclagem de pneus

Aplicativo Cataki: reciclagem de latinhas, PET e papelão

PROVE: coleta e descarte de óleo de cozinha

Prorecicle: reciclagem de entulho, madeira, gesso e isopor

Projeto Rodando com Tampinhas: reciclagem de tampinhas plásticas

Ecycle: plataforma de busca de postos de reciclagem variados



– Barbara Fróes

Rua Marquês de São Vicente, 225
Gávea Rio de Janeiro – RJ

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