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E-commerce: o que é, origem e COVID-19


E-commerce - como funciona?


Atualmente, o E-commerce é um comércio em expansão extremamente popular no Brasil. O país é o primeiro lugar em comércio eletrônico latino americano e é o terceiro país no mundo que realiza compras pela Internet, com aproximadamente 80 milhões de brasileiros consumidores digitais. Mas afinal, o que é o E-commerce?


E-commerce corresponde à comercialização de produtos e serviços realizada por meio de aparelhos eletrônicos, via Internet. O canal mais comum de vendas são as lojas virtuais, porém esse instituto também atua em vendas por redes sociais e marketplaces, site que reúne diversas lojas e marcas em um só lugar, como o Submarino.com. O sistema de E-commerce engloba desde a divulgação virtual do produto até o momento em que ele é solicitado para entrega. E existem três modelos dele: o B2B, B2C e C2C.


O B2B (Business to Business) são as relações econômicas que as empresas têm umas com as outras. Essas relações correspondem a transações, revendas ou até mesmo o consumo entre elas. O B2C (Business to Consumer) é o comércio em que a indústria se direciona ao seu consumidor: as lojas virtuais realizam o modelo B2C. Sendo assim, a relação realizada entre esses atores é o consumo. Já no C2C (Consumer to Consumer), os próprios consumidores realizam as transações. Sites como Mercado Livre e Enjoei são exemplos de modelo C2C no Brasil.


Como o E-commerce chegou ao Brasil?


Por ser um comércio virtual, o E-commerce é um modelo recente no mercado, completando 25 anos de existência em 2019. Em 1994, a atividade ganhou grande presença no mundo, pois foi o ano em que o americano Jeff Bezos fundou a primeira loja de livros virtual. Essa loja se expandiu e atualmente é mundialmente conhecida como a Amazon.

Em fevereiro de 1996, a primeira loja virtual foi fundada no Brasil pelo empreendedor Jack London. Inspirado pelo sistema da Amazon, o brasileiro aplicou seus aprendizados fundando a Booknet. Na época, o Brasil contava com apenas 20 mil usuários no campo digital, mas a plataforma prosperou e foi vendida para outro grupo de empreendedores, se tornando a atual Submarino. No início dos anos 2000, o Brasil já contava com a Saraiva e Lojas Americanas atuando no mercado digital. Desde o seu surgimento, o E-commerce atraiu empreendedores e consumidores graças à sua acessibilidade e seu custo-benefício, como o baixo investimento e o alto alcance no mercado.


Ascensão da COVID-19 e seus efeitos no E-commerce


Em razão do isolamento social obrigatório provocado pelo coronavírus, a circulação de pessoas em aglomeração não é mais conveniente, o que fez com que houvesse uma redução considerável nas compras presenciais. Essa mudança clara nos hábitos de consumo é uma sequela do medo e dúvida dos cidadãos em arriscarem a saúde e também do estado de emergência instaurado. Nesse contexto, o E-commerce, em paralelo, cresce e por isso, é interessante traçar aqui particularidades de seu desempenho.


A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) já prevê que o faturamento em 2020 do E-commerce brasileiro ultrapassará a marca de R$ 100 bilhões, 18% a mais do que o ano anterior. Os marketplaces, as microempresas e as compras através de smartphones são os principais contribuidores para este resultado inédito, de acordo com o grupo.


Para além do auxílio a negócios de beleza e estilo, de alimentação e de varejo de modo geral, num cenário de crise de saúde universal, o E-commerce também é peça-chave na distribuição de suprimentos farmacêutico, higiênico e médico-hospitalar.


Em face aos vendedores terceirizados da plataforma, a Amazon, por exemplo, desde março propôs e cumpriu dar prioridade de atendimento de forma temporária a alimentos básicos, suprimentos médicos e outras categorias de produtos em resposta ao aumento das demandas. Com isso, os comerciantes que vendem produtos não relacionados a esse grupo observarão atrasos no envio de seus itens. A ação imediata e urgente da empresa, que é referência no consumo online, busca minimizar os danos causados pela doença, colaborar para a prevenção e dar maior dinamicidade para essa troca entre vendedor e comprador. A tendência é que mais empresas que trabalham com o E-commerce se posicionem nesse viés.


Considerando esses avanços, de acordo com o presidente da ABComm Maurício Salvador, até o final do ano estarão ativas no território nacional mais 45 mil lojas virtuais, contabilizando 135 mil ao todo. Mas, apesar de crer em um quadro otimista para essa opção contemporânea de venda, ele é firme quanto aos efeitos dessa nova realidade na economia, principalmente no que diz respeito às contas pessoais:


"A crise não beneficiará ninguém. Se, por um lado, as vendas estão aumentando no E-commerce, por outro, as pessoas ficam mais reticentes em gastar, e, por isso, a economia toda está sendo prejudicada."


Em meio a pandemia, tal ponto evidencia que o E-commerce aparece como um recurso muito eficaz, sobretudo para abastecer a população e evitar frear ainda mais a economia. Contudo, não é para ser idealizado e observado de forma alguma como remédio de todos os problemas.


Fica claro, por fim, que o E-commerce se mantém presente e se fortificando a cada ano que passa em razão da sua adaptabilidade e, principalmente, da sua proximidade com o consumidor. A ideia de que é “apenas mais uma aba aberta no computador” ou “mais um aplicativo dentre tantos no meu celular” faz sentido ao final das contas e contribui de forma significativa para os bons desempenhos das lojas virtuais, não só em tempos de quarentena, mas também em outros múltiplos cenários.


- Carolina Peçanha e Flora Nolasco


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