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História que Inspiram - #3 Sabrina Andrade

Motivação


Dando continuidade para a série de empreendedorismo, nesse mês nosso blog está trazendo histórias de pequenos empreendedores que compartilharam conosco experiências de suas jornadas. 

Para a terceira semana, conversamos com a Sabrina, dona da barraca de tapiocas mais musical da PUC-Rio. Há quase 15 anos, a empreendedora trabalha ao lado da universidade, e atualmente é reconhecida pelos alunos por seu cardápio variado de tapiocas.


O ínicio de tudo


Sabrina Andrade começou sua jornada empreendedora em 2005, quando havia perdido seu emprego. Dois meses depois, em busca de alternativas de trabalho, ela soube que uma amiga de sua mãe tinha uma carroça para pizza sem uso ao lado do campus da PUC-Rio. A partir disso, Sabrina começou a trabalhar com a carroça em Setembro, na época em frente ao portão da faculdade. Ela começou sua jornada na universidade fazendo pizzas e saladas de fruta e, um tempo depois, deixou de comercializar as saladas e passou a vender pizzas e hambúrgueres. A esse ponto, Sabrina já havia conseguido preparar o espaço de sua carroça para atender aos dois produtos: de um lado preparava as pizzas no forno, e no outro o hambúrguer. 


Porém, em um dado momento, um trabalhador da prefeitura recolheu sua carroça, e Sabrina perdeu todo seu material. Quando isso ocorreu, ela precisou se adaptar para conseguir atender à sua produção sem que o custo ficasse alto para si, pois sua antiga barraca era muito cara. Por isso, Sabrina arrumou uma barraca menor que não tinha um forno e, como alternativa, ela e seu esposo instalaram um fogão de duas bocas: em uma ela continuou fazendo seu hambúrguer e, no outro, começou a fazer as tapiocas.


Quando eles começaram a vender as tapiocas, seu cardápio consistia em dois sabores salgados e um doce. À medida que começaram a vender as tapiocas, as pessoas que compravam conversavam com ela e faziam sugestões de novos sabores, e contavam para Sabrina do que gostavam. Essa troca com seus clientes a estimulou a buscar, em outros lugares, o que gostaria de expandir em seu negócio, e entender como outros estabelecimentos de tapioca ofereciam seus produtos. Desde então, Sabrina pesquisou e adaptou seu serviço com a junção do que observava de outros comércios e com as ideias que escutava de seus consumidores. Hoje em dia, Sabrina conta com um cardápio flexível e de múltiplos sabores salgados e doces para suas tapiocas.


Jornada empreendedora


Levando em conta sua jornada como empreendedora, Sabrina afirma que a principal vantagem de ser dona do seu próprio negócio é a possibilidade de mobilidade e flexibilidade, que a permite ter controle sobre suas ações, além de poder tomar suas próprias decisões sobre o funcionamento e rumo do seu empreendimento. Ao mesmo tempo, a vendedora destaca o peso dessas decisões e a forma como podem impactar diretamente sua lucratividade, mostrando a importância de se adquirir consciência do que está sendo feito, como, por exemplo, saber da possibilidade de haver prejuízo caso não abra seu quiosque em determinado dia. Portanto, como empreendedora, Sabrina sabe que a responsabilidade pela manutenção e desempenho do seu negócio é sua e que não há ninguém além dela que possa resolver problemas e estabelecer diretrizes e ordens.


Por outro lado, ela aponta que há obstáculos e desafios que enfrenta como vendedora. Na sua opinião, o principal deles é a dependência das vendas e, consequentemente, dos clientes, uma vez que precisa deles para que seu empreendimento continue funcionando, e que consiga se sustentar financeiramente.

Sabrina ressaltou, ainda, que sua motivação com o seu trabalho é algo essencial e constante em sua rotina, justamente por ser sua forma de sustento e um local onde cria laços e faz amizades. Além disso, a empreendedora se mostra muito grata pelos seus clientes e por tudo que desenvolveu e construiu durante os seus 15 anos na PUC, pois a permitiu de conquistar muita coisa. Assim, ela menciona que, mesmo não atuando mais diretamente na produção das tapiocas, ela faz questão de, no início das aulas, estar lá cedo atendendo seus clientes, para poder falar ‘bom dia’ para cada um e conhecer os alunos novos. Para Sabrina, é gratificante poder sentir esse calor e memorizar os nomes dos alunos para tratá-los com maior consideração e fidelidade.


Tempos de pandemia


Com a chegada da pandemia da Covid-19, Sabrina teve que pausar seu trabalho no quiosque por conta das medidas de isolamento social. Com a PUC-Rio e a Fundação Saúde do Estado do Rio de Janeiro (localizada em frente ao seu quiosque) fechadas, sua principal clientela se dissipou. Dessa forma, mesmo com saúde, a vendedora completa 3 meses sem trabalhar e com seu negócio parado. Consequentemente, como milhões de brasileiros, ela se encontra em um período de grande dificuldade financeira que a impede de movimentar e prosseguir seus planos.


O agora 


Durante os 15 anos que vem desenvolvendo seu empreendimento, Sabrina se mostra muito grata por tudo que conseguiu conquistar com ele. Porém, ela lembra que nem todos os anos foram de glória e lucratividade como pensam aqueles que passam pelo quiosque e vêem a fila cheia. Dessa forma, seu rendimento é um resultado direto do seu trabalho que acaba dependo muito da sazonalidade e movimentação da PUC-Rio. A empreendedora afirma que nesta situação ‘cada dia é um dia’ e tudo depende das circunstâncias que envolvem o ambiente da universidade. Logo, ela ressalta que quem é autônomo precisa estar atento à isso para saber se resguardar e ter um respaldo próprio em momentos de adversidades.


Em dois desses 15 anos, Sabrina aponta que seu empreendimento conseguiu alcançar um bom número de vendas. Como resultado, a conquista permitiu que ela e sua família se mudassem para uma casa maior e conseguissem mobiliá-la. Além disso, ela conseguiu comprar um carro, que a permitiu se deslocar com maior conforto e praticidade com seu material de trabalho.


Atualmente, a situação de pandemia tem impactado diretamente o seu negócio e a impede de continuar com seus objetivos. Sabrina também destaca que sua vida financeira se complicou com este cenário e portanto, num momento de retorno às suas atividades, precisará de um tempo para colocar tudo em ordem e se reestruturar para assim começar tudo de novo como se fosse do zero. Porém, a vendedora se mantém otimista e não vê a hora de poder voltar a trabalhar e conseguir alcançar os objetivos que tem planejado e as coisas que almeja conquistar.


  • Flora Nolasco e Miguel Dantas





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