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Histórias que Inspiram - #2 Daniel Soares

Motivação


Semana passada, iniciamos a nossa série de empreendedorismo, na qual contamos um pouco da trajetória de pequenos empreendedores, abordando como os negócios mudaram as vidas deles e como está sendo a adaptação nesse período. A primeira história inspiradora foi do Nei Matte, vendedor de mate conhecido por aqueles que frequentam os arredores da PUC-Rio.


Essa semana, o microempreendedor cuja história vamos contar é o Daniel Soares, mateiro que também está sempre com um sorriso no rosto. O Daniel trabalha vendendo o seu mate não só pelas praias da Zona Sul do Rio de Janeiro, como também em eventos que é contratado para participar.


O início de tudo


A trajetória dele como mateiro começou em junho de 2015. Daniel estava desempregado há oito meses quando um de seus amigos, que já trabalhava como mateiro, sofreu um acidente e chamou ele para ajudar nas vendas durante a recuperação. Foi assim que ele começou a vender mate no posto 10 da praia de Ipanema.


A experiência de trabalho, que inicialmente deveria ser temporária, fez com que Daniel visse uma oportunidade de uma nova fonte de renda. Ele percebeu que aquilo era algo que ele gostaria de fazer na sua vida na medida em que se encantou pela profissão de mateiro, e por isso decidiu continuar a trabalhar em parceria com o amigo.


Jornada empreendedora


Na sua jornada como empreendedor, Daniel se considera o pioneiro, pois foi ele que criou a primeira conta no Instagram voltada para a divulgação do seu serviço como mateiro. Além disso, ele também inovou ao adesivar seus galões com desenhos personalizados e com seu telefone para contato, já pensando em ser contratado para vender seu mate em lugares além da praia. Entre os eventos que o empreendedor já foi contratado a participar está o Processo Seletivo da Empresa Júnior PUC-Rio, que chamou o mateiro para distribuir mate e biscoito globo para os candidatos.


De acordo com ele, as maiores vantagens de ser dono do próprio negócio é também uma das maiores dificuldades: não ter salário fixo, o que traz a possibilidade de ter um ganho mensal maior do que um salário pré-estabelecido, mas também causa grande instabilidade. Outro ponto positivo para ele é não ter um horário fixo e criar sua própria rotina, além de poder fazer quaisquer mudanças no empreendimento sem que outras pessoas o contradigam.


Apesar de ainda se sentir motivado com a profissão, Daniel ressalta que não é mais como alguns anos atrás. Não há um controle da quantidade de vendedores de mate nas praias, o que faz com que haja muita concorrência e seja mais difícil de lucrar com as vendas diariamente, problema que é agravado pela falta de responsabilidade por parte de alguns profissionais. Outro obstáculo destacado pelo empreendedor é o fato de que os vendedores de mate na praia não recebem os uniformes de trabalho e nem nenhum tipo de desconto para a compra da erva mate.


Adaptação em tempos de pandemia


Devido ao isolamento social estabelecido como medida de prevenção contra o coronavírus, as praias da capital do Rio de Janeiro estão fechadas para evitar aglomerações. Entre março e junho, Daniel ficou sem trabalhar e perdeu sua renda diária, o que fez com que ele tivesse que contar com o auxílio emergencial, um benefício financeiro de R$600 concedido pelo Governo Federal, para ajudar no sustento de sua esposa, três filhas e neta. O auxílio ajudou a pagar o aluguel da casa, porém não foi o suficiente para arcar com outras despesas como água, luz e gastos extras, e esse foi o motivo pelo qual ele decidiu recorrer a vaquinhas online e doações para complementar a renda.


Depois desses meses sem trabalhar por conta do isolamento, Daniel conseguiu estruturar um serviço de delivery na segunda semana de junho, cuja divulgação tem como foco sua plataforma no Instagram, que tem pouco mais de 2 mil seguidores. Entre as opções de produtos para entrega estão o mate e a limonada, de 500ml ou 1 litro.


O agora


Atualmente, Daniel está focado em melhorar a qualidade do seu serviço. A pedido dos seus clientes do Instagram, ele comprou os materiais necessários para vender garrafinhas próprias para armazenar o mate e a limonada.

Daniel também nos contou que deseja ter uma loja com sua marca, na qual possa vender não só seu mate e limonada tradicionais, mas também outras variedades de sabores como mate com pêssego ou maracujá. Nesse mesmo estabelecimento, ele tem vontade de oferecer petiscos diferentes para seus clientes, para além do biscoito globo. Apesar das dificuldades, ele quer continuar crescendo em seu negócio e alcançando seus sonhos como empreendedor.


  • Gabriela Tapajós e Paula Cintra

Rua Marquês de São Vicente, 225
Gávea Rio de Janeiro – RJ

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