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Histórias que Inspiram - #4 Trufas da AMAdinha

Motivação


Encerrando a nossa série de Histórias que Inspiram, conversamos com a Samya Rubielly, mais conhecida como AMAdinha. Samya tem 33 anos, nasceu no Pará e se mudou para o Rio de Janeiro com o objetivo de cursar Direito na PUC-Rio. Desde jovem, ela sempre teve a vontade de ajudar o próximo como podia, e contou que sempre ajuda moradores de rua quando vê algum. Por isso, quando sua amiga Fabi a convidou para vender trufas na Praça do Cocotá, na Ilha do Governador, a fim de arrecadar dinheiro para pagar um curso de palhaço e levar o amor de Deus para hospitais de câncer, Samya aceitou.


As duas, vestidas de palhaço como forma de divulgar o projeto, conseguiram vender todas as trufas em 30 minutos. Fabi ficou impressionada com o jeito que Samya abordava as pessoas e incentivou a amiga que estava desempregada há 6 meses a começar a vender trufas, e ela concordou.


O início de tudo


Samya começou, então, a comprar trufas com o conhecido da igreja que tinha proporcionado as trufas para ela e Fabi naquela ocasião, e revendê-las. No segundo semestre de 2015, ela começou a vender trufas, inicialmente com poucos sabores como beijinho, maracujá e brigadeiro.


A partir daí, a venda das trufas começou a ser feita na PUC-Rio, além de vagões do BRT e ônibus de linha. Na primeira semana de vendas na faculdade, um colega dela do curso de Direito se interessou pela sua história de vida, e perguntou se poderia tirar uma foto para para divulgar seu trabalho em grupos do Facebook dos alunos da faculdade, principalmente do curso deles, o que fez com que Samya ganhasse popularidade. Aos poucos, o jeito bondoso dela conquistou o carinho dos clientes, que batizaram as trufas de "trufas do amor", "trufas da guerreira", e "trufas da amadinha", apelido que acabou se popularizando e se tornando o nome oficial do empreendimento.


Com o sucesso de suas vendas, Samya decidiu começar a produzir as próprias trufas, persistindo mesmo sem experiência culinária. Isso também fez com que ela vendesse as trufas nos Jogos Jurídicos e recebesse elogio daqueles que compravam. Nas interações com os consumidores, foram sugeridos novos possíveis sabores para as trufas, tais como Oreo e Nutella, recheios que Samya não conhecia na época, mas que buscou pesquisar para oferecer o melhor para seus clientes. Com isso, ela começou a expandir seu negócio.


Jornada empreendedora


Com o passar do tempo, as 100 trufas que levavam de 2 a 3 semanas para serem produzidas passaram a ser feitas em 1 hora e, para Samya, isso faz com que seja impossível não querer buscar mais oportunidades a fim de aperfeiçoar no trabalho. Como empreendedora, ela destacou a independência como maior vantagem, visto que quem é dono do próprio negócio não deve justificativa a ninguém. Ao falar sobre isso, Samya pontuou não só situações de imprevistos ou doença, mas também a possibilidade que ela tem de poder distribuir trufas na rua ou tirar 300 reais do caixa para ajudar quem necessita quando tem vontade de fazê-lo. De acordo com ela, ser empreendedora significa conseguir agir com resiliência e ser capaz de contornar quaisquer situações.


Além disso, Samya contou que seu maior desafio como empreendedora é ter o capital necessário para investir em coisas que não vão trazer retorno financeiro direto, como sacolas e embalagens com a logo da Trufas da AMAdinha. Ela disse que fazer esse tipo de investimento é caro e, por isso, o lucro do mês é direcionado para o aperfeiçoamento da sua marca e das suas trufas. Todavia, Samya ressaltou que percebe que gastar com esse tipo de coisa é importante, pois são esses detalhes que vão fortalecer o empreendimento.


Adaptação em tempos de pandemia


Assim como a maioria dos empreendedores, Samya ficou preocupada quando foi decretado o isolamento social, mas afirmou que não chegou a se desesperar porque confia muito em Deus. Ela já tinha uma conta no Instagram (@trufasdaamadinha) para divulgar o trabalho, mas não tinha encontrado nenhuma solução boa para como fazer as entregas, pois ela não tinha nem carro nem moto. Por conta disso, Samya usou o BRT para entregar porta a porta a primeira remessa de trufas vendidas durante o isolamento.


Durante a Páscoa, as vendas alavancaram e Samya teve muitos pedidos de ovos de páscoa, e não conseguiria ter cumprido com a demanda se não tivesse tido a ajuda de alguns amigos, que a emprestaram o carro temporariamente e auxiliaram com as entregas e a produção. Depois da Páscoa, para atender aos pedidos do Dia das Mães, um conhecido da igreja que Samya frequenta ofereceu a moto para que pudessem ser feitas as entregas, e deu a possibilidade dela pagar apenas quando pudesse. Com a moto, a maior dificuldade de Samya é a chuva, a vulnerabilidade no trânsito e a possibilidade de cair e se machucar, como já aconteceu recentemente.


Samya reforçou que o ponto mais importante na adaptação foram os cuidados, e que ela sempre respeita a questão das máscaras e o uso de álcool em gel. Em suas entregas, ela deixa as trufas na portaria e recebe pagamentos via transferência, mas nunca deixa de escrever uma mensagem para os clientes como forma de agradecimento. De acordo com ela, o trabalho dela "é que nem o Direito, que vai de acordo com o comportamento da sociedade".


O agora


Apesar das dificuldades, Samya está tentando captar pessoas para revenderem as Trufas da AMAdinha em bairros específicos, mas esse não é seu principal objetivo no momento, visto que ela ainda está no período de adaptação com o modelo de delivery. A principal meta dela para o futuro é ter um quiosque em shoppings, com um carrinho ou uma bicicleta da marca. Com isso, Samya acredita que pode alcançar seu sonho de ajudar pessoas, e poderá apoiar projetos sociais ao mesmo tempo que ajuda financeiramente seus parentes no Pará e suas irmãs que estão no Rio de Janeiro.


  • Gabriela Tapajós e Paula Cintra

Rua Marquês de São Vicente, 225
Gávea Rio de Janeiro – RJ

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