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O que é uma empresa de impacto social?

Acreditamos que empresas são potências capazes de mover estruturas e fazer o bem. Mas como colocar isso em prática além da superficialidade?


Primeiro de tudo: você sabe o que são os valores de uma empresa?


Imagine que a empresa é uma pessoa. Ela tem características e convicções, por exemplo: uma pessoa que tem honestidade como valor, vai naturalmente procurar agir de maneira honesta. Para empresas funciona da mesma forma. Seus valores são os princípios que guiam as ações da marca, desde o comportamento de seus membros, até a maneira como ela se comunica. Dessa forma, a definição e criação dos valores de uma marca são fundamentais para entender quem ela é e onde quer chegar.


Durante muito tempo, no mercado, essa noção de valores foi restrita à qualidade do produto. Por exemplo, a Apple tem como valor a inovação, que está intrinsecamente ligada à mercadoria que entregam, afetando o ambiente a partir dela. Porém, atualmente, o diálogo sobre consciência socioambiental tem ganhado força. Isso fez com que algumas empresas genuinamente repensassem seus próprios valores, para além da função de seus produtos. Ou seja, elas obtiveram a intenção de impactar positivamente, independente do que comercializam.


Por que elas resolveram fazer isso? Porque perceberam que a própria empresa era um espaço de potência. Afinal, uma vez que empresas devem ser organizações com uma estrutura funcional e compreender profissionais capazes, há nelas o poder organizacional de mover estruturas ou simplesmente fazer o bem.  E, reconhecendo isso, o corpo de indivíduos de uma organização pode se sentir capaz de ajudar a sociedade.


É o caso do T.T Burger, por exemplo, que encontrou dentro do próprio negócio de gastronomia a vontade e a potência para fazer uma diferença para além de seus clientes. A partir disso, criaram assim o MuT.T.irão, projeto que distribui comida para as pessoas em situação de rua no centro da cidade. E, recentemente, o evento ultrapassou até mesmo a barreira de ser uma ação só da própria empresa: nas últimas edições, se juntaram ao TT Burguer a Drogaria Venancio, distribuindo kits de higiene, e uma empresa de RH, que visa acompanhar e direcionar as pessoas nessa situação à vagas de emprego.


Mas ser responsável socialmente vai muito além da ideia de assistencialismo. Empresas não necessariamente tem a obrigação de criar ações sociais para fora, porém  é interessante que se entendam como organismo vivo, movido por pessoas. Quanto maior a satisfação entre os trabalhadores por identificação com os valores da empresa, maior é também o aumento da produtividade.

Outro grande incentivo é o fato de que o mercado em si está procurando cada vez mais marcas humanas. E o que é ser humano, enquanto se é uma empresa?


Uma pesquisa da Nielsen apontou que 66% dos consumidores preferem comprar de empresas que possuem programas voltados para responsabilidade social. Ser humano enquanto empresa é possuir um olhar para indivíduos e para a estrutura, entendendo seu poder sobre ela. E então se envolver com causas sociais é um diferencial de posicionamento, porque afirma que esse olhar está sendo exercitado e que a sua visão ética vai além do interno da empresa, se aplicando no externo também.


No início do ano, nós da Empresa Júnior repensamos nossos valores e encontramos nos nossos 36 sócios a vontade de gerar um impacto social, para além dos nossos serviços. Isso se tornou uma das nossas motivações e desde então temos pensado em como entregar algo para sociedade. Há um ano atrás, esse pensamento já estava presente, gerando a criação do EJ Impacto. Um projeto que visa destinar o mesmo conhecimento que usamos em nossos serviços a pequenos empreendedores que não poderiam arcar com os custos, ou ainda ONGs que trabalham com valores que acreditamos.


Mas, procurando não só mudar o lado de fora, buscamos também fazer com que a empresa seja um espaço de potência do lado de dentro, capacitando e ampliando vozes que não são sempre absorvidas no mercado. É por isso que o antigo Diretor Administrativo Financeiro da empresa, Wallace Cordeiro, surgiu com a concepção de um fundo solidário, onde sócios doam sua remuneração (ou parte dela). A ideia desse fundo é funcionar como um mecanismo híbrido: onde a empresa e os sócios colaboram em conjunto para auxiliar financeiramente membros que mais necessitam, assim como projetos sociais externos. A intenção é, então, que empresa seja um espaço que comporte diferentes vozes, esperando

gerar- além de uma troca agregadora- uma diferença no mercado.


Essa mudança de comportamento entre marcas já vem acontecendo há um tempo. Organizações vem percebido e acolhido as tendências sustentáveis, principalmente após o apelo do consumidor para o mesmo. Você também quer explorar a potência da sua marca? Alinhar os valores entre os membros da sua empresa é o primeiro passo. Após se reunirem para entender seu poder, o próximo passo é saber

para onde destiná-lo. Saiba mais sobre ONGs como a Atados que procuram ligar pessoas e organizações que querem se mover para um mundo melhor à pessoas ou organizações que precisam de uma ajuda.




– Rafaela Maciel